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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2020, 23h:40

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ALEXIS PABLO ROSA MARTINS

Menos politicagem e mais políticas públicas de qualidade

Por: Alexis Pablo Rosa Martins

Reprodução

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ALEXIS PABLO ROSA MARTINS - Acadêmico de direito da UNEMAT

É público e notório os avanços que o Brasil apresentou com relação ao sistema eleitoral: urnas eletrônicas, voto direto e secreto, apuração rápida e precisa, mínimo espaço para fraudes, zonas e seções eleitorais bem distribuídas e organizadas, fiscalização, juízes, varas e tribunais eleitorais, tudo isso para garantir a máxima participação do cidadão eleitor e fazer cumprir os efeitos da democracia.

Todo esse avanço sistêmico, porém, não foi acompanhado por quem é eleito pelo cidadão, deixando a população cada vez mais vulnerável e carente de boas ideias e boa gente.

Os candidatos são arcaicos e usam de falácias e notícias manipuladas como meio de promoção, afinal de contas rebaixar o oponente com acusações e ofensas é muito mais fácil que apresentar resultados e propostas coerentes.

Exemplo disso é o crescimento dos votos brancos e nulos, que na corrida presidencial de 2018 obteve sua maior soma desde 1989, chegando a computar 30% dos votos, nesse sentido, destaca-se também o voto de protesto, usado atualmente para demonstrar a insatisfação da sociedade com a politicagem imposta.

Afinal de contas, o que é politicagem?

Politicagem é a forma mais cruel e covarde de usar a necessidade e carência do cidadão de bem em benefício próprio, é o ato político como forma de promoção pessoal, baseada na troca de favores e sem realizações significativas.

Do outro lado da esteira está a política pura e simples, aquela destinada a sanar as demandas da população, fiscalização, apresentação de resultados, de poucos tapinhas nas costas e mais realizações. É o ato de conhecer a necessidade do seu bairro, da sua cidade, do seu estado e do seu país, e através de estudos e projetos, propor melhorias direcionadas que sirvam à função social e não promocional.

A política deve ser pensada, planejada e executada durante os quatro anos de mandato e não apenas no ano eleitoral como de costume.

Por isso, escolha seus candidatos com base nas propostas, procure conhecer a vida pessoal e política de seus candidatos, a ideologia do partido do qual eles são representantes, procure saber se seu discurso condiz com suas atitudes, entenda as atribuições de cada cargo para saber oque é promessa vazia e oque é projeto e principalmente OBSERVE OS GASTOS DE CAMPANHA.

E no dia 15 de Novembro vote consciente de que seu voto pode sim mudar sua vida, para melhor ou para pior. A ESCOLHA É TODA SUA.

ALEXIS PABLO ROSA MARTINS - Acadêmico de direito da UNEMAT