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Sábado, 18 de Dezembro de 2021, 11h:57

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MARCELO GERALDO COUTINHO HORN

Um conto de Natal mais simples que os filmes dessa época na televisão.

Por: MARCELO GERALDO COUTINHO HORN

Reprodução

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MARCELO GERALDO COUTINHO HORN, advogado e professor universitário (UNEMAT), Especialista em Direito Público, Mestre em Direito, Doutorando em Linguística.

Primeiro um grande obrigado a todos e muita gratidão ao Senhor!
A grande maioria das pessoas vai lembrar de 2021 como um ano ou uma época de dificuldades. Não importa muito o tamanho do fardo que este ano entregou a cada um. Algumas pessoas tiveram perdas irreparáveis e ainda carregam o luto e a esperança de alguma Justiça. Outras viram desaparecer uma parte de qualidade de suas vidas e ansiosamente esperam a recuperação. Outras ainda conheceram uma solidão nunca vista ou sentida antes e sonham de olhos abertos com a recomunhão social.

2021 não é um ano para esquecer. É um ano pra aprender.

Cada fagulha de perda é sofrimento traz consigo uma faísca de esperança, uma chama de bonança e umas ganas de melhorias duradouras, senão definitivas.

Então é Natal, diz o refrão de uma canção conhecida, mais um ano termina. Esses dias que antecedem o novo calendário fazem a gente ficar reflexivo, lembrar como as coisas passaram, recordar outros finais de ano, rememorar as festas natalinas de quando éramos pequenos. Acontece comigo só de ver o pequeno Marcelinho (meu amado filho) e suas expectativas com a visita do Noel, tradição em minha família era o papai Noel nos visitar na noite do dia 24, trazendo presentes, alegria, medo e passando sermão nas criançadas e nos adultos que durante o ano não se comportaram. Imagino que em maior ou menor grau com todos vocês, cada qual com suas respectivas famílias sejam de sangue ou de parceria de vida.

Especialmente neste Natal as recordações trouxeram a imagem de minha saudosa e amada mãe (“in memoriam”. Dos trabalhos e preparativos da ceia, da expectativa com os parentes que viriam de longe somente para esse encontro, do almoço simples que era preparado com muito amor ao lado e ao longo dos quitutes e iguarias da ceia nunca esquecendo do peru que havia morrido na véspera. Dos parentes chegando no decorrer do dia, os primos que cresceram de um ano pro outro, das primas que embelezaram moças e eram meninas na última vez. Da manhã no clube de futebol marcando gols com o pai e com os tios, da missa na igreja antes de começar a ceia. A confissão dos pecados e o rito da comunhão com hóstia e vinho, pra entrar no ano novo com a alma limpa ou ainda uma simples e poderosa oração agradecendo pelas graças concedidas e o desejo de um amanhã melhor.

Nestas lembranças todas o que chegou mais vivo na memória neste fim de ano foi o costume de minha mãe nos votos de Natal. Quando nosso pai pedia para que perguntassemos a mamãe o que Ela queria ganhar de presente de natal, Ela não titubeava e logo dizia: “que nos queria com muita saúde e que todos pudessem estar aqui novamente no próximo natal”.

Só em 2021, depois de tudo que vivemos (2020/2021), eu finalmente entendi o que Ela queria dizer.

Jamais podemos esquecer, que o verdadeiro sentido do Natal reside na felicidade da criatura que recebe a visita de seu Salvador.

O mistério natalino é que o Criador do mundo visitou sua criação na condição de criatura. Para os que creem, Jesus é Deus feito homem. Muitos não-cristãos também vivem o Natal. Esta tradição se espalhou pelas sociedades, gerando muitos frutos.

A caridade é o principal deles.

E para você que tem o privilégio de conviver e passar o natal com seus pais/família, aproveite, pois eles não são eternos e quando forem retirados de nossas vidas só restará a saudade.

MARCELO GERALDO COUTINHO HORN, advogado e professor universitário (DIREITO/UNEMAT), Especialista em Direito Público, Mestre em Direito e Doutorando em Linguística. (marcelooabmt@hotmail.com)