PUBLICIDADE

X

POLÍCIA

Quarta-feira, 05 de Junho de 2019, 07h:54

Olho 2122 acessos A | A

CÁCERES

Auditor de Tributos de Cáceres pode ser exonerado após denúncias de abuso sexual

Os atos teriam ocorrido em abril de 2018 dentro da repartição pública. O servidor abandonou o cargo e hoje é escrivão de polícia civil no Tocantins

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

Ronivon Barros

Clique para ampliar

A Comissão Processante considerou que o servidor violou pelo menos dois artigos do Estatuto do Servidor Público Municipal e por isso orientou pela perda do cargo.

Um auditor da Secretaria Municipal de Fazenda de Cáceres pode ser punido com a perda do cargo após ser denunciado por abuso sexual por três mulheres. De acordo com o relatório final da Comissão Processante publicado no Diário Oficial do município de segunda-feira (03), os atos teriam ocorrido nas dependências da Secretaria no mês de Abril de 2018.

Das três vítimas de assédio por parte do servidor, uma trabalha no comércio de Cáceres e outras duas trabalhavam à época dos fatos na Secretaria Municipal de Fazenda. Todas elas relatam situações semelhantes, onde o servidor as forçava a entrar em ambientes fechados e a masturba-lo. O ato inclusive virou inquérito policial após denúncia de uma das vítimas.

“Ele veio me agarrando, me puxando, tentou abaixar minha saia, ficou me apalpando, abriu a calça, tirou o pênis para fora, pegou minha mão e colocou no pênis dele.”, diz o relato da mulher que trabalha no comércio de Cáceres. “Ao sair do banheiro, ele me puxou pro banheiro masculino, tampou minha boca, colocou o órgão genital pra fora e começou a se masturbar”, diz outra vítima. A terceira vítima também teria sido forçada a entrar no banheiro com o suspeito. “Ele tentou desabotoar minha calça para colocar o pênis em mim, ficou se masturbando e ejaculou no vaso”, diz trecho.

Segundo consta do processo, o servidor acabou abandonando o cargo após passar em outro concurso e hoje é escrivão da Polícia Civil de Tocantins. Ele não compareceu a prefeitura para responder ao processo mas se defendeu por meio de advogado. “Os fatos narrados são falsos e tem a clara intenção de prejudicar o servidor. Ele não praticou qualquer ato que desabone sua conduta, dentro ou fora das repartições públicas.”, afirmou a defesa.

A Comissão Processante considerou que o servidor violou pelo menos dois artigos do Estatuto do Servidor Público Municipal e por isso orientou pela perda do cargo. O relatório final do Processo Administrativo Disciplinar foi enviado ao prefeito Francis Maris Cruz, que poderá exonerar o servidor.

Segundo informações da delegada Judá Maali Marcondes, “Foi feita a representação pela prisão preventiva e a providência cautelar, porém foi negada pelo judiciário. No entanto, o inquérito policial foi finalizado, ocasião em que o suspeito foi indiciado por estupro. Agora, o procedimento está sendo encaminhado para o judiciário”, finalizou.