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POLÍCIA

Quarta-feira, 07 de Março de 2018, 08h:23

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POR CAUSA DE MINHOCAS

Homem tenta furtar saco de minhocas e é assassinado por capataz na fazenda Maluf

A vítima foi identificada como Isaias Galdino de Jesus, 38 anos. Segundo uma testemunha, o suspeito seria um tal de “Quirino”, que é capataz do local.

Por: Bárbara Sá

Reprodução

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Corpo de Isaias Galdino de Jesus jogado na Fazenda Maluf. Ele foi assassinado com 2 tiros

Homem é assassinado com um tiro na Fazenda Maluf, localizada às margens da Rodovia dos Imigrantes, após se recusar a devolver minhocas que havia retirado do solo para vender. A vítima foi identificada como Isaias Galdino de Jesus, 38 anos. Segundo uma testemunha, o suspeito seria um tal de “Quirino”, que é capataz do local.

Consta no boletim de ocorrência (2018.76209) que a Polícia Militar foi acionada por uma testemunha.

Quando a guarnição chegou ao local, encontrou os familiares e amigos em volta da vítima no chão, já sem vida. A testemunha contou aos militares que, por volta das 9h, ele e Isaias foram até a fazenda “catar” minhocas para vendê-las. Em determinado momento o capataz os encontrou, se aproximou e pediu que os dois fossem embora.

O depoente alega que, de imediato, largou as minhocas e pediu para que a vítima fizesse o mesmo e fossem embora. Isaias não deu importância e continuou a caminhar com as minhocas e foi neste momento que o capataz fez dois disparos contra a vítima, sendo que um atingiu a perna, levando a morte.

Conforme consta ainda no BO, a testemunha relatou que ouviu o suspeito falando com uma pessoa pelo telefone no viva voz, explicou o crime, e tal pessoa mandou que o matasse também. Foi neste momento que a testemunha fugiu, sendo seguido pelo capataz. Alega, entretanto que conseguiu se esconder no matagal.

Após algumas horas, viu que o suspeito tinha ido embora e conseguiu sair e acionar a PM. O Samu compareceu ao local e constatou a morte. A Polícia Militar foi até a casa do suspeito, mas ele já havia ido embora junto com os familiares. Vizinhos disseram não saber para onde o capataz foi. O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).