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POLÍCIA

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018, 09h:41

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ABSURDO

Professora é indiciada por ameaçar cortar línguas de bebês em creche

Por: Redação

Reprodução

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Mulher foi denunciada à Polícia Civil em julho deste ano e indiciada nesta quinta-feira (9)

Uma professora concursada da Prefeitura de Sorriso (a 420 km ao Norte) foi indiciada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (9), por maltratar e ameaçar cortar as línguas de bebês de um berçário público daquele município.

 

Segundo a polícia, as denúncias contra a professora foram feitas em julho deste ano e as investigações foram conduzidas pelo delegado Nilson André Farias de Oliveira.

 

A mulher trabalhava no berçário 1, que atende bebês de seis meses a um ano de idade. Conforme relatos de testemunhas, pais e estagiários ouvidos durante o inquérito, ela sempre agia sem paciência e gritando, mandando os auxiliares de sala não darem colo ou carinho aos bebês.

 

Conforme as investigações, também foi constatado que os bebês tinham medo da professora, que ainda os afogava embaixo d'agua - retirando as vítimas da água apenas no momento em que elas não aguentavam mais.

 

“Mesmo achando estranho o comportamento, uma das testemunhas alegou que imaginaria que não passaria de castigos, até o dia que presenciou a professora impaciente ao dar banho em um dos bebês. Ela deixou a criança embaixo da torneira, sacudindo-a, até que começasse a se afogar”, disse o delegado.

 

Os relatos feitos à polícia ainda revelam tapas fortes dados nas crianças, que fariam elas gritarem de dor. Segundo o delegado, os “corretivos” aplicados pela professora ocorriam atrás de um biombo, para que os outros profissionais não pudessem ver. Porém, eles relataram à polícia que conseguiam ouvir o que acontecia no local.

 

Após a denúncia, a prefeitura afastou a professora das atividades desenvolvidas no berçário, colocando-a para trabalhar em outra escola, com crianças maiores, a fim de preservar a integridade física dos bebês.

 

Com a conclusão do inquérito, a professora foi indiciada pelos crimes de maus-tratos e ameaça. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.