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POLITICA

Quarta-feira, 17 de Abril de 2019, 16h:22

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CÁCERES

Em quarto lugar em número de rebanho bovino no país, Cáceres precisa enviar cabeças para abate fora do município

Cidade tem mais de 1 milhão de cabeças de gado e apenas duas plantas frigoríficas que não atingem escala de abate necessária. De acordo com Sindicato Rural a situação gera perda de valores para a cadeia produtiva.

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

Reprodução

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De acordo com a ABIEC Cáceres possuía no ano de 2018, 1,072 milhão de cabeças de gado, 30,18% a mais que em 2008 e 94,16% a mais que em 1998.

O grande número de cabeças de gado criadas no município de Cáceres contrasta com a falta de estrutura para abate, a cidade possui apenas dois frigoríficos ativados que não atendem a demanda necessária. Os dados mais recentes sobre rebanho bovino colocam Cáceres no quarto lugar do ranking dos Maiores Municípios Pecuários do Brasil, um levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

De acordo com a ABIEC Cáceres possuía no ano de 2018, 1,072 milhão de cabeças de gado, 30,18% a mais que em 2008 e 94,16% a mais que em 1998. Em todo o país, o município só fica atrás de Ribas do Rio Pardo (MS), Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA), essa última campeã com 2,238 milhão de cabeças.

Apesar do número vultoso de bovinos, que supera com facilidade o de habitantes do município (93,88 mil), atualmente Cáceres tem baixa atividade frigorífica. A situação acaba resultando aos produtores perca nos valores de venda, como afirma o presidente do Sindicato Rural da cidade, Jeremias Pereira Leite. “Muitos produtores tem que mandar gado pra abater em Várzea Grande, Pontes e Lacerda e isso é claro que impacta no custo de produção. O transporte do gado faz com que se perca certa quantia na qualidade da carne”, afirma Jeremias.

Divulgação

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Fonte: Athenagro, IBGE

Em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 305 km de Cáceres, a situação é semelhante. Com mais de 979,37 mil cabeças de gado e ocupando a sexta posição do ranking dos Maiores Municípios Pecuários do Brasil, os criadores são obrigados a levar o rebanho para abate em outras cidades. “Não temos nenhum frigorífico atualmente em atividade na cidade. Hoje os pecuaristas tem que mandar o gado ‘pro gancho’ em municípios próximos. A expectativa é de que uma planta frigorífica seja instalada nos próximos meses e então melhore a situação”, diz a gerente do Sindicato Rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, Tiene de Oliveira.

Para o presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Jeremias Pereira Leite, por aqui a perspectiva é de que nós próximos anos com mais áreas agricultáveis o custo de produção reduza e os negócios melhorem. "Nós esperamos ter uma produção de farelo de soja mais próxima além de outros insumos, isso vai gerar mais economia pra nossa região e possibilitar inclusive uma maior interação lavoura-pecuária", completa Leite.