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POLITICA

Sexta-feira, 20 de Julho de 2018, 13h:39

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PANTANAL

Garça Real, Onça Pintada e Maritacas. O pantanal é aqui

Por: Assessoria

Valdecir Queiroz

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Apesar de ter se tornado atração de toda a cidade, a onça também trouxe preocupação por parte das autoridades, uma vez que se trata de animal predador.

O que um ninho de Garça Real, uma revoada de maritacas e uma onça, possivelmente com filhotes, têm em comum? Todos esses animais silvestres estão na zona urbana de Cáceres-MT.

Recentemente, ganhou grande visibilidade a aparição e permanência de uma onça pintada na ilha de Cáceres, a poucos metros da Praça Barão do Rio Branco, separada por um uma braçada a nado do cais antigo, ou ainda a pé pela praia do Daveron.

Apesar de ter se tornado atração de toda a cidade, a onça também trouxe preocupação por parte das autoridades, uma vez que se trata de animal predador.

“A onça está no lugar dela, estamos no coração do pantanal, e tudo isso aqui é território dela. Como animal silvestre, merece especial proteção do poder público. No entanto, os cidadãos de Cáceres também merecem usufruir dos recursos de navegação e lazer com segurança, porque aqui também é território nosso. Sendo assim, não resta alternativa a não ser conciliar os direitos de uso desse espaço. Enquanto estiverem aqui, precisamos coabitar.” Explica o vereador Cézare Pastorello (Solidariedade), sobre a convivência entre a onça e a população.

Recentemente também foi noticiado na imprensa a “invasão” na zona urbana por porcos do mato, caititus, que também são considerados perigosos.

“Nós convivemos diariamente com outros elementos da nossa fauna, principalmente as aves que enfeitam nossas copas de árvores e até andam entre nós, como os tuiuiús. Por não serem predadores, damos pouca importância. No meio da cidade, na Praça Duque de Caxias, uma Garça Real cuida, nesse momento, de seus filhotes que estão começando voo. É um espetáculo de rara beleza que acaba passando despercebido. As maritacas, os tuiuiús e outras aves também coexistem na nossa cidade. Agora, temos que tomar as precauções para que a coexistência com uma onça pintada, jacarés, caititus e outros animais que venham a aparecer não acabe em tragédia. É função e responsabilidade do poder público fazer os alertas necessários e fiscalizar as medidas a serem tomadas, assim como é feito nas praias de Recife-PE com incidência de tubarões. Os riscos são notórios, no entanto, os pernambucanos conseguiram transformar o risco em atração turística.” Finaliza Pastorello.

O vereador já solicitou à prefeitura a instalação de placas de advertência nas áreas próximas a localização da onça e à Polícia Militar para que auxilie na manutenção da distância entre curiosos e o felino. Outro risco que o vereador aponta são o de pessoas que têm se aproximado demais do animal, desafiando-o. Segundo o vereador, essas pessoas estão sentenciando a si mesmas e ao animal, uma vez que após uma tragédia o abate da onça será um clamor público.