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POLITICA

Quinta-feira, 05 de Abril de 2018, 13h:24

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RUMO A OPOSIÇÃO

Vice-governador Carlos Fávaro entrega carta de renúncia, e se afasta mais do governo

Por: LUCAS RODRIGUES E DOUGLAS TRIELLI

Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

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O vice-governador Carlos Fávaro apresenta carta de renúncia na Assembleia

O vice-governador do Estado, Carlos Fávaro (PSD), renunciou oficialmente ao cargo na manhã desta quinta-feira (05). O comunicado foi feito por ele há poucos minutos, por meio de seu perfil no Facebook.

Fávaro justificou a renúncia em razão da "missão" dada pelo partido em "contruir um novo projeto para Mato Grosso". Ele já entregou sua carta de renúncia ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB).

"Não poderia me dedicar a esse propósito, fortalecendo o partido para as candidaturas proporcionais, recebendo o salário mensal de R$ 20 mil e nem continuar utilizando a estrutura que dá apoio à Vice-Governadoria".

No comunicado, Fávaro fez um balanço de sua gestão como vice-governador e também como secretário de Estado de Meio Ambiente, esta última função desempenhada até dezembro do ano passado. 

"Desde que assumi o cargo de vice-governador, reduzi sensivelmente o tamanho da estrutura que, na época, contava com 74 cargos, sendo 46 exclusivamente comissionados. No primeiro ano, diminuí para 20 o número total de servidores e mantive essa média até hoje. Com o compromisso de reduzir custos, diminuí 60% das despesas administrativas e isso tudo sem prejudicar os trabalhos, já que realizamos 12 mil atendimentos durante o período que estive à frente do gabinete".

 

"Além disso, assumi por 20 meses a gestão da Sema - Secretaria de Estado de Meio Ambiente, um dos maiores desafios da minha vida e, com muito trabalho, planejamento e dedicação, apresentamos avanços em todas as áreas. Hoje, com certeza, temos uma secretaria muito mais eficiente e cumprindo o seu principal papel, que é a preservação do meio ambiente, sem atrapalhar o desenvolvimento econômico".

Fávaro também afirmou que não seria ético de sua parte trazer prejuízo ou despesa aos cofres públicos, "utilizando-me de uma estrutura que foi criada para atender ao mandato de vice-governador".

"A nova política exigida pela sociedade não quer discurso, quer ação. Tenho convicção de que esta é a decisão mais acertada".

 

Carta de renúncia

 

O discurso contido no comunicado foi reforçado na carta de renúncia endereçada ao presidente da Assembleia.

Na carta, Fávaro disse que não faria sentido construir sua candidatura enquanto continua na Vice-Governadoria, "de modo a desperdiçar todo o esforço despendido ao longo desses três anos, três meses e cinco dias" em que esteve no cargo.

"Dessa forma, a fim de continuar contribuindo com Mato Grosso na construção de um novo projeto para o Estado, informo Vossa Excelência que renuncio, a partir dessa data, ao cargo de vice-governador". 

A renúncia de Fávaro começou a se desenhar no final de março, quando o PSD resolveu desembarcar do Governo e entregar seus cargos, evidenciando o rompimento com o governador Pedro Taques.

Ao deixar o Governo, Fávaro não corre risco de ter sua candidatura ao Senado inviabilizada, caso venha a assumir o Paiaguás - ainda que por um dia - nos seis meses anteriores à eleieção. É que a legislação eleitoral torna inelegível para os cargos legislativos aquele que assumir o Governo no período. 

Aliados chegaram a apresentar um projeto de lei na Assembleia determinando que Taques comunicasse com antecedência sua saída do País, como forma de impedir que Fávaro assumisse o posto de governador.